Brasil, 29 de julho de 2010
 
:: A Classe
No Brasil:


ADMAR GONZAGA NETO
Secretário do 7o Distrito




          A história da classe no Brasil começa com ainiciativa do Iate Clube do Rio de Janeiro de formar na baía de Guanabara uma numerosa flotilha de stars é realmente digna dos maiores encômios por parte daqueles que desejam ver um grande progresso no nosso incipiante e difícil esporte.

          Inicialmente havia o projeto de somente se construírem dez stars, mas tal foi o entusiasmo com que foi acolhida essa iniciativa, eu a diretoria do clube resolveu aumentar para trinta aquele número. No dia 1° de outubro do ano passado foram batidas as quilhas dos três primeiros e no dia 2 de dezembro último eram eles lançados ao mar, numa cerimônia em que o comodoro Jorge de Mattos, usando da palavra, salientou o esforço que vinha sendo realizado pela diretoria, que ele tinha a honra de presidir, no sentido de incrementar cada vez mais o esporte da vela no seu clube, e no qual tinha grande parte o Sr. João José Bracony, diretor das oficinas.

          Os stars lançados ao mar foram batizados com os seguintes nomes:

Foguete - de propriedade de Carlos Amélio Figueiredo, de que foi madrinha a senhora Elizabeth.
Pagão - de propriedade dos Srs. Renato Mueller e João Borges, tendo sido madrinha a senhora Maria Eugênia Mueller e finalmente,
Bruxa - de propriedade de João José Bracony.

          Era a seguinte a lista dos pretendentes a Stars em dezembro de 1931: Pimentel Duarte, Jorge Ferrer, Antonio de Paula Simões, Othon Dias, Martinho Segreto, Anchyses Carneiro Lopes, Carlos Hollanda Moreira, Alvaro Rodrigues Costa, Carlos Parreiras Horta, Jorge Betim Pais Leme, Paulo Eduardo Figueiredo, Joaquim Belem, Argemiro Cunha, Petronio Almeida Magalhães, Hugo Hamann, Alberto Ferrez, Roberto Finnenberg, Fernando B. Terra Bastos, Gastão F. Pereira de Souza.

No Mundo:

J. WILLIAM ALLEN
Presidente



CLAUDE BONANNI
Vice-Presidente


          Há trinta e três anos, vinte e um pequenos "sloops" foram lançados na água dos estaleiros de I. Smith, em Port Washington, E.U.A. Nem mesmo o grupo de seus proprietários, inclusive o seu "leader", Georqe Corry, o pai dos "stars", assim como William Gardiner, o projetista, poderiam predizer o espetacular processo da mais importante classe internacional.

          Não se poderia ter previsto que, após trinta e três anos, aproximadamente 2.500 embarcações de um mesmo tipo, organizadas em 150 flotilhas, sulcassem águas de vinte e quatro diferentes nações.

          Da Suécia a Austrália e da Argélia a Nova Zelândia, monotipos licenciados por um "bureau" central fazem regatas onde a virtuosidade dos timoneiros é posta em competência.

          0 histórico da classe merece ser focalizado em trabalho mais pormenorizado. Por hoje diremos que a Star Class Association of America tomou forma em 1915, com Corry na presidência e Elder na vice-presidência, e o "meeting" de inauguração se realizou num velho restaurante. Em 1922 essa entidade muda o nome para Star Class Yacht Racing Association of America. A palavra "International" foi adicionada em 1923. Certificados de medida foram instituídos em 1926.

          De êxito em êxito a classe foi sendo recebida internacionalmente.

          Calcado antes de tudo na necessidade de prover homens de habilidade e moderados recursos de uma pequena máquina de corrida padrão, conforme espirito do Novo Mundo, Gardiner desenhou o pequeno "sloop", que, por sugestão de Corry, foi aumentado em seu comprimento de cinco pés, e assim nasceu o "star". Smith construiu a primeira flotilha, que fez a sua primeira regata em Long Island Sound. Nessa ocasião o "star" era armado com uma "carangueja". 0 "gaff rig" foi abandonado em 1921 pela Marconi. Em 1930, seguindo os novos preceitos da Arquitetura Naval e da Aerodinâmica, o mastro teve sua altura aumentada e diminuído o comprimento da retranca; em 1937, Hutchler introduz o mastro e a retranca flexíveis; ai estão os principais marcos da sua evolução técnica, que demonstram o espirito progressista da I.S.C.Y.R.A., que contribui desta forma para modernizar a classe.

          Sua expansão através dos mares foi sendo também rápida e incisiva. Em 1923, English Bay, Vancouver, Nova Gales e os portos americanos do Pacífico constroem suas flotilhas. Segue a expansão da classe em Hawai, Cuba, Nova Zelândia, Manila (nas Filipinas), Solent (na Inglaterra), e Paris e Cannes (na França).

          Rápida consagração na Europa até o presente conflito aumentou o numero de flotilhas. Neste período de guerra a Suécia foi o único país da Europa que pode manter o ritmo elevado de progresso e ai os "stars" se impuseram mais uma vez.

          Na França, por exemplo, além das flotilhas já citadas, existem outras na Costa Basca, Sena, D'Angers, Normandia, Marselha, Morbihan, Villefranche, e na Inglaterra em Burnham, Norfolk Broad e outras.

          Na Itália, o "star'' conseguiu indubitavelmente grande êxito, tendo- se lançado flotilhas em Gênova, Nápoles, Trieste, Palermo, Veneza, Spezia, Capri, Sorrento, Schio, Taranto, Como e.outras cidades.

          São Sebastião, na Espanha, Lisboa, em Portugal, e Constanza, na Rumânia, têm suas flotilhas filiadas, bem como Cherchel. Argel, Bone e Bougie, na Argélia; Hamburgo, Kiel, Berlim, Bremem e Kulgesse, na Alemanha; Amsterdam, na Holanda; e Sálamis, na Grécia. Em cada canto do globo a silhueta de um "star" denuncia a presença de uma flotilha. Maracaibo, na Venezuela; Nassau, São João, Melbourne, Tóquio, Iocoama, Batávia, Nova Escócia, Trinidad, Finlândia, Marrocos, Suíça, Áustria, Argentina, Polônia, Noruega, as Bermudas, Barbados e muitos outros lugares têm seus nomes na I.S.C.Y.R.A.

          As atividades da classe vão muito além e não tem paralelo sua importância. Os italianos, seguindo o exemplo dos EUA, adotaram em 1934 a classe para a Reqia Accademia Naval, em Livorno, seguindo-se outras flotilhas. Em 1937 a U. S. Naval Academy, em Annapolis, moderniza e revitaliza sua flotilha, e a Alemanha o adota para três escolas navais. Também a Marinha Francesa do Atlântico treina o manejo de velas nos "stars" e ainda a "Flote Koninklynke Hederlandsche Marine", na Holanda.

          Como mais recente nova, temos a Marinha Sueca disputando no presente ano a última regata de Sandhamn, com trinta moderníssimos "stars", e vencendo assim a grande indiferença dos suecos pelas classes monotipos, o que faz as "stars" se consolidarem decisivamente nesse pais, onde a guerra impulsionou e favoreceu o "yachting", como no Brasil.

          Tal aceitação nos dispensa de comentar as qualidades intrínsecas dos "stars", pois seus trinta anos de consagração tem posto em prova a excelência desses "sloops" em baías, rios, lagos e em mar aberto, onde estão localizadas 80% das flotilhas. Sobre o assunto grandes autoridades escreverão nesta secção, em tempo oportuno.

          Como expoentes da classe, Iselin, Nye e Huetchler, respectivamente com seus "Ace", "Gale" e "Pimm" destacam-se sobre todos os outros "cracks".

          No Brasil somente em 1936 apareceram os dois primeiros "stars'', porem o I.C.R.J. toma a classe sob seu patrocínio presentemente. Na ano vindouro augura-se o apogeu da classe, com a atividade da flotilha, que deverá ultrapassar 30 embarcações.

          0 CAMPEONATO DE STAR DO MUNDO DE 1944 Realizou-se no laqo Michigan, nos Estados Unidos, em águas fronteiras a cidade de Chicago, o 33. Campeonato do Mundo do Classe Star.

          O campeonato foi patrocinado pelo Chicago Yacht Club com a cooperação do Cheridan Shore, Chicago Corinthian, Columbia and Jackson Park Clubs of Chicago e do Southern Lake Michigan and Wilmetta Harbor. As regatas começaram na segunda-feira, 21 de agosto, e terminaram no sábado, 26 de agosto, com um dia de descanso, que foi a quarta-feira Venceu o campeonato 'G. Driscoll, comandante, e Malin Burnham, proeiro, da flotilha de San Diego Bay, com 86 pontos. ''O 2° lugar coube a R. L. Lippincott, comandante, e Edw. Shivelhood, proeiro, da flotilha de West Jersey.

 
Verifique se sua tripulação está enquadrada na regra da I.S.C.Y.R.A. de limite de peso:
Timoneiro:
Kg
Proeiro
Kg
Após um início difícil, Admar e Xande melhoraram no final
Campeonato Europeu 2010
21/01 20h12
:: Campeões olímpicos levam o título no Rio

19/01 18h35
:: Dupla inglesa vence e se aproxima do título

18/01 19h24
:: Scheidt e Prada sofrem com os ventos fracos

17/01 20h09
:: Adler e Almeida assumem a vice-liderança

16/01 18h55
:: Brasileiros começam bem competição no Rio
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