| A
história da classe no Brasil começa com ainiciativa
do Iate Clube do Rio de Janeiro de formar na baía de Guanabara
uma numerosa flotilha de stars é realmente digna dos maiores
encômios por parte daqueles que desejam ver um grande progresso
no nosso incipiante e difícil esporte.
Inicialmente
havia o projeto de somente se construírem dez stars, mas
tal foi o entusiasmo com que foi acolhida essa iniciativa, eu a
diretoria do clube resolveu aumentar para trinta aquele número.
No dia 1° de outubro do ano passado foram batidas as quilhas
dos três primeiros e no dia 2 de dezembro último eram
eles lançados ao mar, numa cerimônia em que o comodoro
Jorge de Mattos, usando da palavra, salientou o esforço que
vinha sendo realizado pela diretoria, que ele tinha a honra de presidir,
no sentido de incrementar cada vez mais o esporte da vela no seu
clube, e no qual tinha grande parte o Sr. João José
Bracony, diretor das oficinas.
Os
stars lançados ao mar foram batizados com os seguintes nomes:
Foguete - de propriedade de Carlos Amélio Figueiredo, de
que foi madrinha a senhora Elizabeth.
Pagão - de propriedade dos Srs. Renato Mueller e João
Borges, tendo sido madrinha a senhora Maria Eugênia Mueller
e finalmente,
Bruxa - de propriedade de João José Bracony.
Era
a seguinte a lista dos pretendentes a Stars em dezembro de 1931:
Pimentel Duarte, Jorge Ferrer, Antonio de Paula Simões, Othon
Dias, Martinho Segreto, Anchyses Carneiro Lopes, Carlos Hollanda
Moreira, Alvaro Rodrigues Costa, Carlos Parreiras Horta, Jorge Betim
Pais Leme, Paulo Eduardo Figueiredo, Joaquim Belem, Argemiro Cunha,
Petronio Almeida Magalhães, Hugo Hamann, Alberto Ferrez,
Roberto Finnenberg, Fernando B. Terra Bastos, Gastão F. Pereira
de Souza.
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| Há
trinta e três anos, vinte e um pequenos "sloops" foram
lançados na água dos estaleiros de I. Smith, em Port
Washington, E.U.A. Nem mesmo o grupo de seus proprietários,
inclusive o seu "leader", Georqe Corry, o pai dos "stars",
assim como William Gardiner, o projetista, poderiam predizer o espetacular
processo da mais importante classe internacional.
Não
se poderia ter previsto que, após trinta e três anos,
aproximadamente 2.500 embarcações de um mesmo tipo,
organizadas em 150 flotilhas, sulcassem águas de vinte e
quatro diferentes nações.
Da
Suécia a Austrália e da Argélia a Nova Zelândia,
monotipos licenciados por um "bureau" central fazem regatas
onde a virtuosidade dos timoneiros é posta em competência.
0 histórico
da classe merece ser focalizado em trabalho mais pormenorizado.
Por hoje diremos que a Star Class Association of America tomou forma
em 1915, com Corry na presidência e Elder na vice-presidência,
e o "meeting" de inauguração se realizou
num velho restaurante. Em 1922 essa entidade muda o nome para Star
Class Yacht Racing Association of America. A palavra "International"
foi adicionada em 1923. Certificados de medida foram instituídos
em 1926.
De
êxito em êxito a classe foi sendo recebida internacionalmente.
Calcado
antes de tudo na necessidade de prover homens de habilidade e moderados
recursos de uma pequena máquina de corrida padrão,
conforme espirito do Novo Mundo, Gardiner desenhou o pequeno "sloop",
que, por sugestão de Corry, foi aumentado em seu comprimento
de cinco pés, e assim nasceu o "star". Smith construiu
a primeira flotilha, que fez a sua primeira regata em Long Island
Sound. Nessa ocasião o "star" era armado com uma
"carangueja". 0 "gaff rig" foi abandonado em
1921 pela Marconi. Em 1930, seguindo os novos preceitos da Arquitetura
Naval e da Aerodinâmica, o mastro teve sua altura aumentada
e diminuído o comprimento da retranca; em 1937, Hutchler
introduz o mastro e a retranca flexíveis; ai estão
os principais marcos da sua evolução técnica,
que demonstram o espirito progressista da I.S.C.Y.R.A., que contribui
desta forma para modernizar a classe.
Sua
expansão através dos mares foi sendo também
rápida e incisiva. Em 1923, English Bay, Vancouver, Nova
Gales e os portos americanos do Pacífico constroem suas flotilhas.
Segue a expansão da classe em Hawai, Cuba, Nova Zelândia,
Manila (nas Filipinas), Solent (na Inglaterra), e Paris e Cannes
(na França).
Rápida
consagração na Europa até o presente conflito
aumentou o numero de flotilhas. Neste período de guerra a
Suécia foi o único país da Europa que pode
manter o ritmo elevado de progresso e ai os "stars" se
impuseram mais uma vez.
Na
França, por exemplo, além das flotilhas já
citadas, existem outras na Costa Basca, Sena, D'Angers, Normandia,
Marselha, Morbihan, Villefranche, e na Inglaterra em Burnham, Norfolk
Broad e outras.
Na
Itália, o "star'' conseguiu indubitavelmente grande
êxito, tendo- se lançado flotilhas em Gênova,
Nápoles, Trieste, Palermo, Veneza, Spezia, Capri, Sorrento,
Schio, Taranto, Como e.outras cidades.
São
Sebastião, na Espanha, Lisboa, em Portugal, e Constanza,
na Rumânia, têm suas flotilhas filiadas, bem como Cherchel.
Argel, Bone e Bougie, na Argélia; Hamburgo, Kiel, Berlim,
Bremem e Kulgesse, na Alemanha; Amsterdam, na Holanda; e Sálamis,
na Grécia. Em cada canto do globo a silhueta de um "star"
denuncia a presença de uma flotilha. Maracaibo, na Venezuela;
Nassau, São João, Melbourne, Tóquio, Iocoama,
Batávia, Nova Escócia, Trinidad, Finlândia,
Marrocos, Suíça, Áustria, Argentina, Polônia,
Noruega, as Bermudas, Barbados e muitos outros lugares têm
seus nomes na I.S.C.Y.R.A.
As
atividades da classe vão muito além e não tem
paralelo sua importância. Os italianos, seguindo o exemplo
dos EUA, adotaram em 1934 a classe para a Reqia Accademia Naval,
em Livorno, seguindo-se outras flotilhas. Em 1937 a U. S. Naval
Academy, em Annapolis, moderniza e revitaliza sua flotilha, e a
Alemanha o adota para três escolas navais. Também a
Marinha Francesa do Atlântico treina o manejo de velas nos
"stars" e ainda a "Flote Koninklynke Hederlandsche
Marine", na Holanda.
Como
mais recente nova, temos a Marinha Sueca disputando no presente
ano a última regata de Sandhamn, com trinta moderníssimos
"stars", e vencendo assim a grande indiferença
dos suecos pelas classes monotipos, o que faz as "stars"
se consolidarem decisivamente nesse pais, onde a guerra impulsionou
e favoreceu o "yachting", como no Brasil.
Tal
aceitação nos dispensa de comentar as qualidades intrínsecas
dos "stars", pois seus trinta anos de consagração
tem posto em prova a excelência desses "sloops"
em baías, rios, lagos e em mar aberto, onde estão
localizadas 80% das flotilhas. Sobre o assunto grandes autoridades
escreverão nesta secção, em tempo oportuno.
Como
expoentes da classe, Iselin, Nye e Huetchler, respectivamente com
seus "Ace", "Gale" e "Pimm" destacam-se
sobre todos os outros "cracks".
No
Brasil somente em 1936 apareceram os dois primeiros "stars'',
porem o I.C.R.J. toma a classe sob seu patrocínio presentemente.
Na ano vindouro augura-se o apogeu da classe, com a atividade da
flotilha, que deverá ultrapassar 30 embarcações.
0 CAMPEONATO
DE STAR DO MUNDO DE 1944 Realizou-se no laqo Michigan, nos Estados
Unidos, em águas fronteiras a cidade de Chicago, o 33. Campeonato
do Mundo do Classe Star.
O campeonato
foi patrocinado pelo Chicago Yacht Club com a cooperação
do Cheridan Shore, Chicago Corinthian, Columbia and Jackson Park
Clubs of Chicago e do Southern Lake Michigan and Wilmetta Harbor.
As regatas começaram na segunda-feira, 21 de agosto, e terminaram
no sábado, 26 de agosto, com um dia de descanso, que foi
a quarta-feira Venceu o campeonato 'G. Driscoll, comandante, e Malin
Burnham, proeiro, da flotilha de San Diego Bay, com 86 pontos. ''O
2° lugar coube a R. L. Lippincott, comandante, e Edw. Shivelhood,
proeiro, da flotilha de West Jersey.
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